CDZ Strong World é hoje uma realização de Rodrigo, Oldair, Vitu, Rafael e Gabi. Nossos agradecimentos à Lenerson, Pedro e Antônio, Que criaram o projeto inicial e tornaram tudo isto possível.

O conteúdo, no entanto, Foi baseado na obra de Masami Kurumada, adaptado para a trama e história do jogo. Nós não temos nenhuma espécie de lucro com isto.

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Parte 1 - Hazã

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Parte 1 - Hazã

Mensagem por Kael de Gêmeos em 16/09/12, 02:01 am

Spoiler:
Resolvi fazer uma fanfic pra ver se dá uma animada no fórum, tem andado muito morto ultimamente. CASO alguem queira comentar alguma coisa, entre as postagens, comentem aqui. [Somente administradores podem ver este link] comentários aqui serão apagados para não prejudicar o andamento da narrativa.


A BATALHA PROMETIDA



O som dos tambores toma conta do ambiente. Uma roda de pessoas batendo palmas ao som de tambores, iluminada pela chama tremulante de inúmeras tochas. A chama das tochas emitia uma fraca luz alaranjada, que tornava todo o ambiente mais macabro do que realmente era.

O circulo de pessoas era formado por aproximadamente 30 pessoas lado-a-lado, entre elas, um ancião estava sentado em algo que parecia ser o trono daquela tribo. Não era um trono trabalhado, como os vistos nos palácios dos grandes reis, era apenas uma estrutura semelhante à uma cadeira, totalmente formada por ossos humanos.

trono de ossos:

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O ancião que estava sentado naquele trono era o grande xamã da tribo que ali estava reunida. A lua era parcialmente refletida na careca do ancião, e isso só o tornava mais fantasmagórico. Abaixo da careca, encontrava-se um rosto já há muito surrado pelo tempo. Uma cicatriz percorria o lado direito da face do velho, o que explicava o olho direito totalmente branco. Para completar, a figura ostentava uma barba que media algo em torno de um palmo, amarrada por um osso na extremidade inferior. Todos naquele circulo apresentavam pinturas tribais em seus corpos, mas o velho parecia uma caveira, pois sua pintura era fiel aos contornos dos ossos de todo o corpo.

Sentado ali, Balogun Baraka, poderia ser confundido com um velho que beirava os 80 anos, mas nenhum naquele circulo ousaria levantar a mão para lutar contra o velho, sua reputação era lendária. Havia sido o único africano que já portara uma armadura de Athena. E agora, ele estava ali presenciando a batalha entre dois jovens que carregavam em seus ombros a responsabilidade de levar sua tribo novamente ao santuário de Athena. Embora Balogun fosse um xamã, e utilizasse o poder dos espíritos da natureza para curar sua tribo, ele pregava à todos as maravilhas de Athena. E à Athena, a tribo entregava sua devoção.

Naquela noite, dois dos filhos de Balogun lutariam entre si. E o vencedor, partiria em direção ao santuário, carregando consigo uma poderosa arma que Balogun usara em sua época de cavaleiro. Os dois jovens foram treinados durante toda sua vida nas mais variadas técnicas de combate e na arte de manipular a natureza, o destino estava para ser decidido naquele circulo, pois os jovens lutariam entre si, o vencedor sairia ao mundo para ser um cavaleiro, o outro assumiria o lugar do pai, quando esse partisse da vida, e se tornaria o regente até o que se tornasse cavaleiro pudesse retornar para sua tribo.

Com um movimento de Balogun, os tambores cessaram, e um caminho se abriu entre os presentes, pelo caminho passaram lado-a-lado Hondo e Hazã. Irmãos de luta, e irmãos de sangue. Os dois caminharam até o centro do circulo, viraram-se para Balogun ajoelhando-se. E disseram, em uma só voz:

- Pai, por ti lutamos. Em honra à Athena, com a força da natureza e de nossos ancestrais. Seguiremos com orgulho pelo caminho que tu trilhastes. E lutaremos até o fim de nossas vidas para cumprir com orgulho e honra a função que nos for confiada.

Balogun ergue o cajado aos céus e um vento sopra, deixando a lua completamente à mostra. As chamas das tochas agora tremulavam mais fortes iluminando o local, formando sombras dançantes de espectadores daquela batalha. Os tambores voltam a ressoar, os dois jovens se levantam, retiram suas capas feitas de pele de lobo, revelando suas pinturas tribais. Os dois se postam frente à frente, em posição de batalha, enquanto os tambores tocam, acelerando cada vez mais, anunciando que a batalha entre os dois estava próxima.

Lentamente, Balogun ergue seu cajado até uma altura de 30 centímetros, em seguida, voltando com ele ao solo com força o suficiente para emitir um baque no contato do cajado com o solo. Todos os tambores, exceto um param. E os jovens avançam, um contra o outro para a batalha decisiva.

CONTINUA ...

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Re: Parte 1 - Hazã

Mensagem por Kael de Gêmeos em 16/09/12, 05:07 pm

Os irmãos lutavam dando o máximo de si à sua forma. Hondo Atacava ferozmente, com tudo que tinha. Socos, chutes, golpes elementares com natureza aquática, fogo, terra, vento, enquanto Hazã se mostrava um mestre em esquiva.

Embora os dois tenham sido treinados pelo mesmo mestre, Hondo tinha se tornado um atacante poderoso, enquanto Hazã se mostrava um mestre na arte da esquiva. Quando a luta começou a lua estava em 1/4 do seu percurso pelo céu, nesse ponto, a lua já estava em mais da metade de seu caminho. Já havia passado da meia noite. Hazã ainda estava em sua forma perfeita, enquanto Hondo já estava cansado de tanto investir contra o irmão. Hazã não havia recebido nenhum golpe, enquanto Hondo já havia levado pequenos golpes do irmão mais novo. E isso Deixava Hondo irritado.
Hondo evoca uma técnica na qual um dragão feito de agua é formado e ataca violentamente Hazã. Uma coluna de terra se forma abaixo de Hazã e o auxilia a resistir ao poderoso ataque de Hondo. Após o ataque, uma poça de água toma conta do local. Hazã dá um sorriso e toca a poça com a mão esquerda, imediatamente uma névoa toma conta do lugar.

Se aproveitando da névoa, Hazã desaparece. Hondo tenta afastar a névoa, mas Hazã parecia concentrar a névoa naquele lugar. Enquanto Hondo atacava aleatoriamente, Hazã corria em círculos avaliando o irmão realizar seus ataques.
Inesperadamente, Hazã para de correr em círculos, e corre diretamente para o irmão. Hazã tinha encontrado um ponto fraco, enquanto corria, a mão de Hazã foi coberta por uma espécie de luva feita de terra. E com essa luva resistente, Hazã desfere um poderoso soco abaixo da costela esquerda de seu irmão. No mesmo instante, Hondo arregala os olhos e cospe uma quantidade alta de sangue. E cai sobre Hazã, que auxilia Hondo à deitar-se no chão. Enquanto Hondo estava desacordado no chão, Hazã foi até Balogun e disse:

Hazã: - Como prometido, lutei com honra, meu pai. E agora reclamo o meu direito de ir ao santuário portanto a arma mais poderosa de nossa tribo.

Belogun ordena que Hondo seja levado ao templo onde será feita a cerimônia em que Hondo será elevado a xamã, ficando diretamente abaixo do poder de Belogun. Enquanto Hazã foi levado por seu pai até o local onde a arma era guardada, no caminho Belugon relatou:

Belogun: - Hazã, meu filho, O tambor pode parecer um simples adorno para qualquer outro. Mas você vai entender que seu poder está acima do que se pode imaginar. Certa vez um animal do inferno veio para nosso plano, um grupo de guerreiros valorosos lutou contra o animal com a força de suas vidas, muitos morreram na batalha, alguns sobreviveram, mas muito feridos, eu perdi um olho e ganhei essa cicatriz. Os cavaleiros de Athena caíram perante o animal, que se dizia ter sido um humano, seu nome era Vallak, que na língua dele quer dizer “Morte”.

Depois de muita batalha conseguimos matar Vallak, os cavaleiros de Athena mais obscuros e eu resolvemos usar seu poder a nosso favor. Com uma lasca da pele de Vallak fizemos a pele do tambor que agora será seu. Com os ossos dele produzimos uma espada capaz de cortar até mesmo espíritos, infelizmente o cavaleiro que a usava deixou o poder subir à cabeça e traiu Athena, tornando-se um guerreiro de Hades. O tambor tem que aceitar você para que ele possa ser usado, uma vez que ele o escolha, seu cosmos e a energia do tambor entrarão em sincronia, e você poderá utilizar seu poder sem nem mesmo precisar tocá-lo. O poder do tambor é tão grande que ninguém está imune à ele, isso porque ele ataca usando o meio físico e o meio espiritual, e nenhum ser no universo é capaz de desviar dos dois e continuar vivo.

Se o tambor o escolher, sua alma e a dele se tornarão uma, você usará o tambor para seu beneficio, e o tambor vai usar sua alma para se manter forte. Vocês se tornarão um só. Com o poder dele, você poderá fortalecer seu aliados, e ao mesmo tempo poderá enfraquecer seu oponentes, isso será muito útil à você pelo que vi em sua batalha com Hondo. Você se mostrou ser um mestre estrategista, e o tambor vai lhe auxiliar mais do que auxiliaria a qualquer outro. Antes de eu abandonar o santuário e voltar para nossa tribo para assumir o meu lugar como o xamã, eu era o cavaleiro de Áries, o primeiro na linha de defesa do santuário. E após a ultima guerra, com meu papel cumprido, resolvi sair do santuário e voltar para cá.

Cabe a você agora ir até o santuário e matar o cavaleiro atual se for necessário e tomar a armadura de Áries novamente...
...Chegamos.


Hazã estava de pé observava o lendário tambor da tribo que já rendera inúmeras vitórias à seu pai. Uma arma de valor, mesmo com sua origem na escuridão infernal que era o corpo daquela criatura, que o pai relatara. Conforme Hazã se aproximava, ele podia ouvir o batuque de um tambor, mas não via ninguém próximo ao instrumento. Era incrível a energia emanada por aquilo, assim que Hazã se aproximou o instrumento brilhou e arrebatou Hazã para uma dimensão distinta.

???: - Um corpo forte o bastante para possuir todos os poderes que posso dar. Incrível, quem imaginaria que um garoto como você, seria o portador de tamanho poder. Parece que nem mesmo Vallak poderia ter tudo que estou prestes a lhe oferecer. Mas para ter tudo, você deverá pagar um preço ...

A voz que ali falava, continuou a falar com Hazã, sobre suas habilidades, poderes e o que Hazã deveria fazer. E por fim, Hazã estava de volta à dimensão natural, sete dias depois da luta. O que para ele não passou de alguns minutos, foi para todo o resto o equivalente a sete dias inteiros. Hazã então sai do local onde estava, e caminha lentamente em direção ao pai e ao irmão. O tambor batia em um ritmo constante.

Hazã: - Desculpe pai, mas o tambor exigiu isso para que eu tenha o poder.

Estendendo uma mão Hazã libera um raio em direção ao crânio de seu irmão, que estoura de imediato, matando-o. A tribo se levanta contra ele. Hazã ordena que o tambor acelere, e todos os habitantes da tribo ficam paralisados.

Hazã: -Voltarei como cavaleiro de Áries, eu juro. A morte de Hondo não será em vão.

E assim Hazã, parte em direção ao santuário. Após algum tempo, os integrantes da tribo voltam a se mover, e correm para o corpo frio de Hondo...


CONTINUA ...

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